A GENIALIDADE DE FALABELLA NA SÉRIE “O SOM E A SÍLABA”

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O Som e a Sílaba
Sem a menor sombra de dúvida foi uma das melhores obras que acompanhei, do genial Miguel Falabella.
Conta a história de Sarah Leighton, uma jovem com diagnóstico de autismo, que embarca em uma jornada de autoconhecimento, superação e descoberta afetiva.
Dotada de habilidades específicas notáveis, especialmente na música lírica, Sarah vive com seu irmão John e sua esposa, Deborah. O cuidado amoroso de John, por vezes, se transforma em superproteção, causando ciúmes e desconforto em Deborah.
Apesar disso, Sarah sonha em conquistar sua independência, ter sua própria vida, assumir responsabilidades, desenvolver uma carreira e encontrar um parceiro amoroso.
Consciente de sua condição, ela está determinada a superar os desafios que se apresentam em seu caminho.
A oportunidade surge quando John organiza uma entrevista para Sarah com Leonor Delis, uma renomada ex-cantora de ópera e professora de canto. A troca entre Leonor e Sarah revela-se transformadora para ambas.
Juntas, elas exploram um mundo de possibilidades antes desconhecido, desafiando as expectativas e abrindo novos horizontes.
Nesse processo, Sarah não só desenvolve suas habilidades musicais, mas também descobre sua força interior e capacidade de conquistar seus sonhos.
A sensibilidade com que Falabella aborda o tema, somada as interpretações magistrais de Alessandra Maestrini como Sarah Leighton
e Mirna Rubim como Leonor Delis Procter, é de um esplendor nababesco, impossível não se emocionar a cada cena, a cada diálogo.
Mirna Rubim, transmite a cada olhar, a cada gesto, a austeridade e “frieza” típico das grandes divas da música lírica, impossível não assistir suas cenas e não não reconhecer na personagem, Maria Callas, Jesse Norman Montserrat Caballé.
Já Alessandra Maestrini, conhecida nacionalmente como a empregada Bozena da série Toma Lá da Cá, e por outros belíssimos musicais, nos arrebata agora com uma personagem profunda, complexa, neuro atípica.
Sua interpretação é arrebatadora, sentimos a cada cena, seus medos, suas expectativas, suas angústias.
Impossível não se emocionar, a cada episódio, um tsunami de sentimentos nos engolfa e nos coloca em um lugar onde não estamos habituados, ver a interpretação de Maestrini é algo quase que impossível de se descrever em palavras, por inúmeras vezes, as lágrimas simplesmente fluiam, em suas cenas felizes e descontraídas rimos e nos emocionamos, já nas tristes sentimos seus medos e dores.
Simplificando, impossível não se emocionar com a interpretação de Maestrini.
Tudo isso somada ao talento de um elenco com Miá Mello, Guilherme Magon, Maria Padilha, Izak Dahora e Estela Miranda, é impossível não ser um sucesso, o único defeito, não estar em horário nobre na TV aberta.
A genialidade de Falabella novamente se superou.

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