
Por Mayka Wogue / canallinguasolta.com É papel fundamental do cidadão fiscalizar, questionar e, acima de tudo, exigir coerência daqueles que gerenciam o dinheiro público. Por mais de uma década, moradores de nossa cidade conviveram com uma realidade amarga: a cobrança de valores exorbitantes no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Ano após ano, as contestações formais esbarravam na mesma resposta protocolar e sem lógica das gestões anteriores — a de que os auditores haviam verificado e os cálculos estavam corretos. A sensação que restava ao contribuinte era a de estar sendo deliberadamente lesado por um sistema que parecia visar apenas a arrecadação desenfreada.
O ceticismo ganhou contornos mais nítidos em novembro de 2025. Durante uma reunião com o prefeito municipal transmitida pelo canallinguasolta.com — cujo tema central era a preocupação com a segurança e a situação vulnerável no terminal municipal —, a questão do IPTU abusivo na região foi novamente colocada em pauta. Na ocasião, o prefeito Dr. Reinaldo Cardoso repetiu o que muitos temiam ser apenas mais uma “resposta enlatada”: a promessa de que os auditores realizavam um “pente-fino” nos imóveis para garantir uma cobrança justa. Havia um desânimo compreensível no ar; afinal, promessas semelhantes já haviam sido feitas no passado enquanto o contribuinte continuava a arcar com o prejuízo.
No entanto, a emissão das guias de 2026 trouxe uma surpresa que contrariou as expectativas mais pessimistas. Longe do reajuste temido, o que se viu na prática foi uma correção histórica de rumos. Em um caso real que ilustra essa mudança, o valor do imposto despencou de R$ 4.563,09 para R$ 2.775,70 — uma redução expressiva de R$ 1.787,70 no total, o que representa um alívio de R$ 255,40 por parcela.
Essa queda drástica comprova o que a população já denunciava há anos e abre margem para um questionamento inevitável: Por quantos anos os cidadãos castrenses foram penalizados por erros e excessos de administrações passadas? Tomando como base um único imóvel que há dez anos contestava os valores, a cifra cobrada a mais atinge o montante de R$ 23.193,91. Se expandirmos esse cenário para os milhares de domicílios do município, o prejuízo acumulado ao longo dos anos — e que dificilmente será ressarcido aos cofres do trabalhador — assume proporções de milhões de reais. Fica evidente que, enquanto gestões anteriores apostavam no uso superficial de tecnologias como drones e lançavam valores ao acaso, a população pagava a conta.
A verdadeira maturidade política se manifesta na capacidade de reconhecer o acerto, independentemente de posições ideológicas ou partidárias. Mesmo quem se posiciona na oposição à atual administração, meu caso especificamente, precisa dar a mão à palmatória quando o trabalho é bem executado. A atual gestão fez o que se esperava: fiscalizou os domicílios com critérios técnicos e passou a cobrar o que é correto. O contribuinte consciente não se furta a cumprir seu papel e pagar impostos, desde que estes sejam divididos e cobrados de forma justa.

Diante dos fatos, manifestamos o reconhecimento ao Prefeito Municipal, Dr. Reinaldo Cardoso, e ao Secretário Municipal de Fazenda, José Marioli Simão, pelo excelente trabalho de saneamento fiscal realizado. Que este padrão de justiça e respeito ao bolso do cidadão permaneça como regra, e não como exceção, na administração de Castro.
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