
No início da noite de ontem (29/03) o indivíduo que se identifica como RICARDO BOMFIM, entrou em links do Portal de Notícias canallinguasolta.com, onde proferiu ataques transfóbicos e insultos contra a jornalista Mayka Wogue, inclusive sobre sua atuação como jornalista e sua orientação sexual. Com a repercussão e inúmeras denuncias sobre o ataque , a META, empresa que gerencia as redes sociais excluiu os comentários, que já haviam sido compartilhados por outros internautas. O fato acontece menos de um mês após outro ataque à jornalista Emanuelle Wisnievski, mostrando o errôneo pensamento de que a “Internet é terreno sem lei”. Mayka Wogue compareceu à Delegacia de Polícia Civil de Castro, onde registrou o Boletim de Ocorrência e anexou as provas do crime. Ao sair da delegacia Mayka Wogue se dirigiu aos estúdios do Estúdio e Fundação Titia Zélia Canal Língua Solta, onde se pronunciou sobre o ocorrido.
“Não deixarei esse ou qualquer outro ataque, sejam eles misóginos ou transfóbicos, passarem impune, o primeiro passo foi registrar o Boletim de Ocorrência, agora a tarde nossos advogados passarão a acompanhar o caso e exigir a punição exemplar do Ricardo Bomfim, nenhum pedido de desculpas paga o crime cometido, e irei às ultimas consequências, para que esse crime não fique impune”, afirmou Mayka Wogue com exclusividade ao Canal Língua Solta. A jornalista se recusou a se afastar de suas funções para acompanhar o andamento do caso “Não vou parar de trabalhar porque um ser vil e ignóbil resolve tornar pública sua ignorância, infelizmente o Brasil se digitalizou antes de se alfabetizar, e isso gerou uma multidão de analfabetos funcionais espalhando sua ignorância nas redes.” Mesmo com a redução aos ataques a imprensa e seus profissionais nos últimos 3 anos, em 2025, a imprensa brasileira continuou sofrendo ataques, com destaque para a violência física contra jornalistas, assédio judicial e intimidação online. Casos graves ocorreram dentro de órgãos públicos, como na Câmara dos Deputados em dezembro, onde profissionais foram truculentamente retirados. Figuras políticas e suas redes de apoio seguem como os principais agressores.
Principais Acontecimentos e Tendências em 2025:
Violência Física e Institucional: Em 9 de dezembro de 2025, jornalistas foram retirados com agressões pela Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados, gerando forte repúdio e debates sobre a segurança da imprensa no Congresso.
Assédio Judicial: A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e a Fenaj apontam o uso de processos judiciais como ferramenta de censura e intimidação, liderados por figuras de extrema direita.
Ataques Virtuais: Ameaças e campanhas de desinformação nas redes sociais permanecem, com foco especial em mulheres jornalistas, gerando impactos em sua saúde mental.
Principais Agressores: Políticos, assessores e apoiadores, especialmente de espectros radicais, continuam liderando o ranking de violações contra a liberdade de imprensa.
Cenário de Impunidade: Apesar de uma leve queda numérica em relação a anos anteriores, a impunidade nos crimes contra jornalistas no Brasil e na América Latina continua alta, com a região representando uma parcela significativa de mortes de profissionais.
Entidades como a Fenaj, Abraji e ABI continuam denunciando essas agressões como ataques diretos à democracia e exigindo medidas urgentes de proteção.
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