II DIA DE IEMANJÁ EM CASTRO

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O Estúdio e Fundação Titia Zélia Canal Língua Solta promove neste dia primeiro de fevereiro o Segundo Dia de Iemanjá em Castro.O primeiro e primeiro encontro aconteceu em 2025 e reuniu várias casas de umbanda e candomblé de Castro e região, além de curiosos que prestigiaram o evento. O culto a Iemanjá é uma das manifestações religiosas mais populares do Brasil, com raízes no candomblé e na umbanda. Celebrado principalmente em 2 de fevereiro (Dia da Rainha dos Rios e Mares) e no Ano Novo, fiéis vestem branco/azul e levam oferendas às praias, como flores, perfumes e espelhos, pedindo proteção, harmonia e agradecendo pela maternidade e fertilidade. Trazida pelos povos iorubás, Iemanjá é a orixá das águas, considerada a mãe de muitos orixás e dos peixes (o nome deriva de Yeye omo ejá, “mãe dos filhos peixes”).Salvador, na Bahia, é o maior epicentro, com a tradicional festa no bairro do Rio Vermelho, reconhecida como Patrimônio Cultural da cidade. As oferendas (flores, perfumes, pentes, espelhos, manjar) são colocadas em balaios e levadas ao mar por barcos. Na umbanda, é comum pular sete ondas pedindo proteção. No Brasil, Iemanjá é frequentemente associada a Nossa Senhora dos Navegantes ou Nossa Senhora da Conceição.Embora originalmente divindade dos rios na Nigéria, no Brasil ela se consolidou como a dona dos mares. O culto é caracterizado por grandes procissões marítimas e momentos de reflexão, atraindo devotos e simpatizantes que buscam o axé (energia) das águas para limpeza energética e paz. Este ano o Estúdio e Fundação Titia Zélia realizará o evento no domingo dia primeiro de fevereiro, véspera do dia consagrado a Iemanjá, às 16h na Prainha. “Este segundo encontro vem para assegurar nosso direito à liberdade religiosa, como previsto na Constituição, não é só um dia dedicado à espiritualidade, é também uma forma de resguardar a religiosidade e a cultura de nossos irmãos negros trazidos escravizados de África, e que os europeus vêm calando, apagando e demonizando a séculos, roubam e se apropriam das raízes africanas, de sua cultura, sua arte sua religiosidade e forçam a pseudo cultura europeia” – afirma Mayka Wogue, presidenta do Estúdio e Fundação Titia Zélia Canal Língua Solta e idealizadora do evento.“Usam o branco de Oxalá, pulam as 7 ondas de Iemanjá, comem o milho, a lentilha as uvas e romãs de Oxóssi no reveillon, tradição de nossa religiosidade, e passam o resto do ano demonizando, o reveillon de Copacabana é a maior celebração de umbanda e candomblé do mundo, vendo o sucesso a prefeitura do Rio tenta roubar a celebração, e agora até os “evangélicos” têm palco especial na maior festa de religiões de matriz africana do mundo.As nossas religiões acolhem a todos, independente do credo, nossa meta é o respeito à natureza, ao ser humano e principalmente, a liberdade religiosa”.

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