MEMORAVEL, ENCANTADORA, MÁGICA… A EXPOSIÇÃO “Memória Fotográfica de Castro: 322 anos”,

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Simplesmente memorável, idealizada por André Kugler Zan. A abertura oficial aconteceu esta noite 05/03, às 19h30, na Casa da Praça e integra a programação comemorativa do aniversário do município.
A mostra propõe uma imersão na trajetória histórica de Castro por meio de imagens que revelam paisagens, personagens e transformações urbanas ao longo de diferentes períodos. Ao reunir registros antigos e produções autorais, a exposição convida o público a refletir sobre as mudanças sociais e espaciais da cidade, estabelecendo um diálogo entre passado e presente.
A curadoria da exposição é assinada por André Kugler Zan, historiador nascido em Ponta Grossa em 23 de maio de 1999. Licenciado em História pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, possui especialização em Museografia e Patrimônio Cultural e atualmente cursa Licenciatura em Geografia. Atua no Centro Cultural Castrolanda, em Castro, sendo responsável pelo setor de acervos, onde desenvolve trabalhos de preservação, catalogação, educação museal e montagem de exposições. Dedica-se a pesquisas nas áreas de identidade, memória e imigração holandesa, é autor da obra “Mulher Cooperativista Castrolanda: 15 anos de uma história de união, trabalho e superação (2009–2024)” e integrou, como suplente, o Conselho Municipal de Política Cultural entre 2023 e 2025. Neto de Carlito, André vem realizando o levantamento e a catalogação do acervo fotográfico deixado pelo fotógrafo.
Carlos Ernesto Kugler nasceu em Castro, em 20 de setembro de 1933. O apelido “Carlito” foi dado por Jonas Borges Martins, em referência ao ator Charles Chaplin. Filho de Otto Kugler e Lydia Marx Kugler, iniciou sua trajetória na fotografia aos 15 anos, após receber do pai sua primeira câmera. Atuou como topógrafo durante o serviço militar no 6º GAD, trabalhou gratuitamente como técnico de projeção no antigo Cine Plaza e, em 1964, assumiu a Kugler Artes Gráficas, empresa da família. Como fotógrafo profissional, produziu vasto registro imagético de Castro e da região dos Campos Gerais, sendo reconhecido com diversas premiações ao longo da vida. Faleceu em 17 de março de 2014.
Ao reunir esses acervos e trajetórias, a exposição contribui para a preservação da memória visual do município e amplia o acesso da população a registros fundamentais para compreender a formação e o desenvolvimento de Castro.
Viviane Azevedo O acervo deixado por “seu Carlito” é um riquíssimo patrimônio histórico, retratando o cotidiano, paisagens e o desenvolvimento de nossa cidade. Termos a oportunidade de revisitar este acervo é ter a chance de conhecermos nossa história, tão brilhantemente registrada. É um acervo que, por sí só merecia um museu próprio, um local de visitação, de estudo, principalmente, de conhecimento. Durante o período em que prestei serviços na Casa da Praça, tive o prazer de por inúmeras vezes visitar o acervo para selecionar obras para exposições, já durante as gravações da mini série Maria Bueno, seu Carlito nos deu aulas de história, de fotografia, tipografia, aulas de vida, de amor pelo que fazia.

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