
O que era para ser o início de uma arrancada rumo ao Governo do Estado virou um verdadeiro pesadelo político para Sergio Moro. A filiação ao PL, longe de unir forças, detonou uma crise sem precedentes: 48 dos 53 prefeitos presentes simplesmente abandonaram o partido após a confirmação de apoio ao ex-juiz. A cena, que aconteceu em Curitiba, expôs um racha profundo e escancarou a rejeição interna ao nome de Moro. Lideranças municipais, que deveriam ser a base de sustentação da candidatura, optaram por sair em massa — um movimento interpretado nos bastidores como um recado direto e duro contra o ex-ministro. O deputado Fernando Giacobo, ex-presidente estadual do PL, não economizou nas palavras. Alegou quebra de acordos, traição política e deixou claro que não poderia caminhar ao lado de Moro. Em tom de indignação, reforçou que houve ruptura de compromissos e criticou duramente o passado do ex-juiz. Nos bastidores, o clima é de terra arrasada. A debandada não só enfraquece a estrutura política como levanta dúvidas reais sobre a viabilidade da candidatura. Prefeitos, que são peças-chave em campanhas estaduais, agora devem migrar para outras siglas — deixando Moro cada vez mais isolado. O que se vê é um cenário de derrota antecipada: antes mesmo da campanha começar de fato, Moro já enfrenta uma das maiores crises políticas de sua trajetória no Paraná.
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