POLICIAL É DETIDO POR CRIME DE INTOLERANCIA RELIGIOSA EM PONTA GROSSA

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Segundo informado pela jornalista Luísa de Andrade do portal Boca No Trombone.
A noite de 22 de fevereiro de 2026 terminou com a detenção de um policial de folga e o registro de uma denúncia de intolerância religiosa após uma ocorrência em um terreiro de matriz africana no bairro Uvaranas, em Ponta Grossa. O caso aconteceu em uma residência na Rua Lazurita, onde era realizado um culto de Candomblé/Umbanda conduzido por Jean Carlos Stadler. O episódio, que rapidamente escalou, agora integra um boletim que investiga crime religioso, resistência e perturbação do sossego.
A Polícia Militar foi acionada pelo cabo que estava fora de serviço e alegou incômodo com o som dos atabaques. Ele afirmou que o barulho atrapalhava a vizinhança e exigiu a apreensão dos instrumentos musicais utilizados no ritual. No entanto, segundo o relato da equipe policial que atendeu a ocorrência, nenhum som era audível do lado externo do imóvel, contrariando a narrativa do solicitante. O responsável pelo terreiro afirmou que segue horários adequados, busca não incomodar a vizinhança e garantiu que nenhum outro morador da região apresenta queixas relacionadas às cerimônias. Durante a conversa com a PM, Stadler reforçou que a situação configurava um caso de intolerância religiosa, afirmando que o cabo já teria procurado interferir em outras cerimônias anteriores exclusivamente por motivos religiosos. Segundo ele, as investidas seriam recorrentes e motivadas por preconceito contra religiões de matriz africana. O ponto mais tenso da ocorrência ocorreu quando os policiais solicitaram que o cabo, na condição de parte envolvida, entregasse sua arma institucional e o bornal antes do deslocamento à delegacia, procedimento de segurança adotado quando um agente armado está diretamente ligado ao fato. A solicitação, no entanto, foi recusada pelo militar, que negou entregar o armamento, mesmo após ordem direta da equipe. Diante da resistência, os policiais precisaram utilizar força física para contenção, aplicar algemas e solicitar apoio de um oficial superior. O cabo foi colocado no banco traseiro da viatura e encaminhado à 13ª Subdivisão Policial (SDP). O “criminoso” de fardas, já tem histórico d perseguição contra terreiros de religiões de matriz africanas, infelizmente, os “TALIBÃS CRISTÃOS” têm se proliferado em nosso país e seus preconceitos, demoníacamente se espalham por todas as esferas da população, inclusive em servidores do judiciário, que ao invés de agirem como GUARDIÕES DA CONSTITUIÇÃO”, fecham os olhos para os crimes cometidos por seus comparsas de fé.

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