
A insanidade não tem limites, envolvido em inúmeros processos e crimes, o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP), membro da Frente Parlamentar da Segurança Pública, protocolou o Projeto de Lei 422 de 2026, que propõe autorizar o porte de armas para pessoas trans no Brasil.
A proposta visa alterar o Estatuto do Desarmamento para incluir uma regra específica que permita o porte mediante a autodeclaração de identidade de gênero.
Segundo o texto, o objetivo é estimular o debate sobre o uso legal de armas como um direito fundamental e uma questão de sobrevivência para essa comunidade.
Na justificativa do projeto, o parlamentar sustenta que, apesar do atual governo se apresentar como defensor da população transexual e travesti, os indicadores de violência letal contra esse grupo permanecem elevados.
O texto afirma que as políticas públicas anunciadas não se traduziram em mecanismos concretos de garantia do direito à vida.
O deputado argumenta que a restrição ao uso legal de armas por civis é característica de regimes que concentram poder no Estado, defendendo que o direito à defesa é um princípio básico da democracia.
Dados da 9ª edição do dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), lançado em janeiro de 2026, indicam que o Brasil manteve o primeiro lugar no ranking mundial de assassinatos de pessoas trans em 2025, com pelo menos 80 mortes registradas. Embora esse número represente uma queda de cerca de 34% em relação a 2024, quando foram registrados 122 crimes, o país ocupa o topo do ranking há quase 18 anos.
O projeto de lei cria uma hipótese legal específica para a concessão do porte sem alterar o sistema penal ou as regras de responsabilização.
A ideia criminosa do deputado, se traveste de “segurança pública”, mas não passa de um artífice e lobby para seus pares, vendedores de armas aumentarem os lucros, além de dar uma justificativa aos criminosos transfóbicos que poderiam alegar “legítima defesa”, assim como fizeram alguns policiais, alegando confundir guarda-chuva com fuzil.
De “bons” delegados e deputados como Bilynskyj, o inferno está lotado.

