
Após décadas de incertezas e intervenções dentro das universidades e institutos federais (só no governo Bolsonaro foram mais de 20 instituições federais de ensino cujos reitores mais votados não foram nomeados), o Senado aprovou o projeto que extingue a famigerada “lista tríplice” que permitia ao presidente da República ignorar a vontade da comunidade acadêmica nas eleições para Reitor. A partir de agora (após sanção), o presidente deverá nomear o candidato mais votado pela comunidade universitária. É o fim de uma prática antidemocrática e o reconhecimento da autonomia universitária, um dos pilares da educação pública brasileira. Uma vitória da democracia ! Que será sancionada pelo presidente @lulaoficial para que a vontade das urnas acadêmicas seja finalmente respeitada. O regime militar abusou dessa prática, prevista desde 1968 na legislação, e nomeava reitores de sua confiança, frequentemente chamados de “biônicos”, agentes militares ou civis alinhados a repressão política. O governo Bolsonaro seguiu a cartilha espúria da ditadura militar intervindo e desrespeitando a autonomia das universidades indicando nomes que tomaram posse apesar de não escolhidos pela comunidade acadêmica. Uma prática que jamais aconteceu nos governos democráticos de Lula e Dilma. Viva a democracia e a educação pública , a maior máquina de mobilidade social e subjetiva deste país!
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