👀 Ouvir mais, julgar menos: o que um elefante tem a nos ensinar sobre proteger nossas crianças?

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PROTEÇÃO À INFÂNCIA: ComitĂȘ de proteção promove ação educativa com alunos do ColĂ©gio AmĂ©lia na sede da OAB Por: Mayka Wogue / Canal LĂ­ngua Solta ​ Se vocĂȘ passasse pela sede da OAB de Castro na Ășltima quarta-feira, veria um cenĂĄrio vibrante: mais de 70 adolescentes do ColĂ©gio Estadual Professora AmĂ©lia Madalena Vaz reunidos. Mas nĂŁo se tratava de uma palestra burocrĂĄtica ou de um sermĂŁo daqueles que fazem os jovens olharem para o celular. O assunto ali era sĂ©rio, urgente e, acima de tudo, humano: a proteção da infĂąncia e da adolescĂȘncia.
​A ação, promovida pelo ComitĂȘ de GestĂŁo Colegiada (CGC), trouxe para a mesa um debate que muitas vezes a sociedade silencia: como acolher de verdade uma criança ou adolescente vĂ­tima ou testemunha de violĂȘncia?
​E a resposta para isso veio de forma lĂșdica, mas cirĂșrgica, atravĂ©s de um sĂ­mbolo inesperado: um elefante.
​O “Efeito Elefante” na Escuta Especializada
​VocĂȘ jĂĄ parou para reparar nas feiçÔes de um elefante? O comitĂȘ usou a anatomia do animal para dar uma verdadeira aula de empatia e psicologia prĂĄtica para os alunos e profissionais presentes:
​Orelhas grandes: Para lembrar que o mais importante Ă© ter uma escuta atenta.
​Olhos bem abertos: Para enxergar alĂ©m do Ăłbvio e perceber os sinais silenciosos de sofrimento.
​Boca pequena: O lembrete definitivo de que, na hora do acolhimento, a postura deve ser de não julgamento. Menos fala, nenhuma acusação, mais acolhimento.
​Confiança vs. ReferĂȘncia: VocĂȘ sabe a diferença?
​Um dos pontos altos do encontro, explicado pela presidente do CGC, Juliana Silva Castro, foi a diferenciação entre duas figuras que mudam o destino de um jovem em situação de vulnerabilidade:
​O Profissional/Pessoa de Confiança: É quem está no dia a dia. O professor que repara no olhar triste, o pedagogo, a tia da cantina ou aquele familiar ponta firme. É a pessoa que inspira a segurança necessária para o primeiro desabafo.
​O Profissional de ReferĂȘncia: É o passo seguinte. O servidor pĂșblico (da saĂșde, assistĂȘncia social, esporte, cultura) devidamente capacitado. É ele quem pega esse relato, organiza as informaçÔes e faz o encaminhamento correto para garantir a proteção, sem expor a vĂ­tima.
​O basta definitivo na revitimização
​A campanha bateu forte em um termo tĂ©cnico que todo cidadĂŁo deveria conhecer: revitimização.
​Sabe quando uma pessoa passa por um trauma e precisa recontar a mesma histĂłria dolorosa para o policial, para o mĂ©dico, para o assistente social, para o juiz e para a famĂ­lia? Cada repetição Ă© uma nova violĂȘncia.
​O foco do CGC (que nasceu em 2023 unindo saĂșde, educação, assistĂȘncia social e Justiça) Ă© romper esse ciclo. O objetivo Ă© que o primeiro acolhimento seja tĂŁo humanizado e eficiente que as informaçÔes fiquem registradas ali, poupando a criança de reviver o prĂłprio sofrimento em looping.
​Por que isso importa para todos nós?
​Ver o ecossistema de Castro se mobilizando — unindo OAB, comitĂȘs municipais, escolas e a comunidade escolar — mostra que a proteção dos nossos jovens nĂŁo Ă© um dever “dos outros”, mas de cada um de nĂłs.
​Aprender a ser “elefante” no dia a dia, apurando os ouvidos e fechando a boca para julgamentos, pode ser o limite entre salvar o futuro de um adolescente ou deixĂĄ-lo desamparado.
​E vocĂȘ? Tem sido ouvido ou julgamento na vida dos jovens ao seu redor? A lĂ­ngua aqui tĂĄ solta, mas os ouvidos, hoje, estĂŁo bem atentos.

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