
A força da mulher castrense no berço da capoeira! Nossa instrutora Mariana Ribeiro (Amazonas) está levando a bandeira de Castro e do Paraná para a 3ª Copa Velho Chico, na Bahia! Ela é a única representante do nosso estado nesta competição que é referência nacional. A capoeira paranaense terá uma representante de peso em um dos maiores eventos da modalidade no Brasil. A instrutora Mariana Ribeiro (Amazonas), de Castro, está em Juazeiro, na Bahia, para disputando a 3ª Copa Velho Chico, que acontece nos dias 10 e 11 de abril de 2026.
Mariana, de 26 anos, compete na categoria Card, a elite feminina do evento. Sua estreia será um duelo eletrizante contra a baiana Aranha. Educadora na Casa da Criança e do Adolescente Padre Marcelo Quilicci e graduada pelo Grupo Mutungo, Mariana é a única atleta do Paraná em uma competição que reúne 12 estados e bateu recorde de inscritos este ano.
O evento integra o circuito oficial Volta ao Mundo Bambas e transforma o Vale do São Francisco no epicentro da capoeira de alto rendimento, contando com jurados de renome como Mestre Balão e Mestra Carol.

O evento será realizado na Universidade Federal do Vale do São Francisco e integra o circuito oficial Volta ao Mundo Bambas.
A iniciativa conecta o cenário regional ao circuito nacional e internacional da capoeira de alto rendimento.
Além das disputas, o evento reúne mestres e representantes de grupos tradicionais, fortalecendo a presença da modalidade como prática esportiva e expressão cultural.
Também participam, pela primeira vez no corpo técnico do evento, Mestre Madeira e Mestre Nem, ampliando a diversidade de representantes na arbitragem.
A presença desses profissionais contribui para a padronização técnica das avaliações e para a integração entre diferentes escolas e estilos da capoeira.
Além da competição esportiva, a programação inclui homenagens a nomes relevantes da capoeira no Vale do São Francisco.
Em 2026, o evento prestará reconhecimento a Mestre Deca, com atuação histórica nas cidades de Juazeiro e Petrolina.
A iniciativa mantém a tradição das edições anteriores, que já homenagearam Mestre Olavo da Bahia e Mestre Butica.
Durante a transmissão, também será exibida uma homenagem a Mestre Paulinho Sabiá, um dos fundadores do grupo Capoeira Brasil, com reconhecimento de sua contribuição para a modalidade.
Crescimento do evento e impacto regional
Segundo o idealizador e diretor-executivo da competição, Alan Carvalho, o crescimento do evento reflete o avanço da capoeira como prática esportiva e instrumento de integração social.
Ele destacou que a Copa Velho Chico promove o encontro entre atletas de diferentes estados, incentivando a troca de experiências e o fortalecimento da modalidade.
Com participantes de quatro das cinco regiões do país, a competição contribui para consolidar o Vale do São Francisco como ponto de referência no calendário nacional da capoeira. A capoeirista castrense falou com exclusividade com o canallinguasolta.com
“Comecei na capoeira aos sete anos, ainda tímida e com dificuldades na respiração.
Foi ali, dentro da roda, que encontrei mais do que um esporte, encontrei um caminho.
Meu mestre, Meste Já, fundador do grupo Mutungo em que sigo, carrega uma história que veio do Sul, como aluno do mestre Xangô, do Rio de Janeiro, e trouxe com ele não só a técnica, mas a essência da capoeira.
Com o tempo, aquela menina quieta foi se transformando.
A capoeira me ensinou a respirar melhor, a confiar em mim, a me expressar.
Cada treino, cada roda, cada desafio foi moldando quem eu sou hoje.
Em 2022, comecei a dar um novo passo dentro dessa jornada, assumindo ainda mais responsabilidade e fortalecendo meu compromisso com a capoeira. Hoje, mais do que praticar, eu vivo a capoeira, ela faz parte da minha história, da minha identidade e do meu propósito.
A capoeira não me formou só como atleta, mas como pessoa.
E essa é uma trajetória que eu sei que ainda tem muitos capítulos lindos pela frente.”

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