GRUPO “UEPG SEM MEDO” DENUNCIA RETALIAÇÃO À PROFESSORA MARILISA OLIVEIRA PELA REITORIA DA UEPG

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Não deu 24 horas! No dia seguinte às eleições para a Reitoria da Universidade Estadual de Ponta Grossa (10/04), a gestão de Miguel Sanches Neto e Ivo Demiate destituiu a professora Marilisa Oliveira, que concorreu como candidata pela chapa ‘UEPG Sem Medo’, da coordenação institucional do Projeto Rondon. O anúncio aconteceu em reunião convocada pela pró-reitora de Extensão e Assuntos Culturais (PROEX), Beatriz Nadal, sob o pretexto de garantir uma maior proximidade com a operação no Estado. A decisão de afastar a professora logo após a disputa eleitoral não é uma mera coincidência, mas um aviso claro do tratamento dedicado às pessoas que ousam questionar o poder instituído. É importante lembrar que o projeto Rondon existe em razão do protagonismo da professora Marilisa, que coordenou desde as primeiras operações nacionais, há pelo menos 15 anos, e foi uma das incentivadoras da criação do Rondon Paraná, assumindo a coordenação de todas as ações na UEPG até o momento. Mesmo diante dos evidentes prejuízos ao processo de organização da Operação, a administração da UEPG optou por afastar uma professora que ao longo dos anos se dedicou voluntariamente às ações do projeto, oportunizando a centenas de estudantes a experiência de contato com diferentes comunidades, com ganhos sociais e pedagógicos aos envolvidos. Contrariamente aos discursos oficiais acerca do caráter democrático da Universidade, a decisão unilateral revela uma prática autoritária motivada unicamente pelo desejo de retaliação a quem se opôs à atual gestão e defendeu um outro projeto de Universidade, uma vez que não há qualquer justificativa técnica para a substituição da coordenação. Deve-se considerar, inclusive, que com o cronograma da operação Rondon de 2026 em curso, tal decisão pode impactar o planejamento e a execução das atividades, que passam a partir de agora a ser realizadas por uma equipe da PROEX. Trata-se de uma clara manifestação de desrespeito à trajetória e à contribuição da professora Marilisa, reconhecida na instituição como a “professora do Rondon”, além de uma demonstração da falta de democracia nas decisões que envolvem a Universidade. Por repudiar decisões autoritárias que desconsideram competências e se orientam somente por motivações pessoais, manifestamos nossa indignação com a destituição da professora e com o descaso com todas as pessoas direta ou indiretamente envolvidas na Operação Rondon Paraná que serão impactadas pela mudança na coordenação institucional, ao mesmo tempo em que esperamos que a decisão seja revista pela atual administração. O grupo UEPG Sem Medo permanece atento à política institucional e aberto para acolher denúncias de desmandos contra professores, agentes universitários e estudantes por meio de suas redes sociais. Não iremos nos calar diante de abusos de poder e pressões institucionais. Diz a nota publicada pelo grupo, em suas redes sociais.

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