
Por Mayka Wogue Canal Língua Solta
O que deveria ser uma viagem de reencontro familiar terminou em tragédia e revolta na madrugada deste domingo (3). Gesner, um cidadão haitiano de 50 anos, faleceu enquanto viajava em um ônibus da Viação Garcia que fazia a linha São Paulo – Foz do Iguaçu. O caso, ocorrido entre os municípios de Castro e Carambeí, levanta sérias suspeitas de omissão de socorro por parte do condutor do veículo.
O Grito que não foi ouvido
Segundo relatos desesperados de passageiros que testemunharam a cena, o mal-estar de Gesner começou ainda em território castrense. Testemunhas afirmam que os botões de emergência foram acionados repetidamente e sinais sonoros foram emitidos para alertar o motorista sobre a gravidade da situação.
Contudo, o veículo não interrompeu a viagem. O socorro só foi acionado quando o ônibus estacionou no Terminal Rodoviário de Ponta Grossa. O SAMU chegou a ser mobilizado, mas ao acessar o interior do coletivo, os paramédicos apenas puderam constatar o óbito do passageiro.
Investigação e Responsabilidades
A Polícia Militar atendeu a ocorrência inicialmente e colheu depoimentos contundentes que apontam para a omissão. Agora, o caso passa para as mãos da Polícia Civil de Ponta Grossa. Os pontos principais que a perícia deve esclarecer são:
Falha Técnica ou Humana? A polícia deve analisar se os sistemas de alerta do ônibus estavam funcionando. Caso estivessem, por que o motorista ignorou o protocolo de parada imediata?
O Laudo do IML: O exame cadavérico determinará se a morte foi instantânea ou se um atendimento rápido na região de Castro poderia ter salvado a vida de Gesner.
A Conduta da Empresa: Até o momento, a Viação Garcia não emitiu uma nota oficial detalhando o ocorrido. A empresa pode ser responsabilizada civilmente pela falha na prestação do serviço e segurança dos passageiros.
Vulnerabilidade e Luto
Gesner viajava acompanhado de compatriotas e buscava o Oeste do Paraná para encontrar familiares. A tragédia joga luz sobre a vulnerabilidade de imigrantes que dependem do transporte interestadual e a necessidade de protocolos mais rígidos de treinamento para motoristas em situações de emergência médica.
O Canal Língua Solta seguirá acompanhando o desdobramento do inquérito e aguarda o posicionamento oficial da transportadora.
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