
O que se espera de um agente de segurança pública ao assumir o plantão? No mínimo, sobriedade, postura e respeito à hierarquia. No entanto, o litoral paranaense foi palco de uma cena que envergonha a farda da Polícia Militar do Paraná na última sexta-feira (1º). Um Cabo da PM não apenas falhou com seu dever, mas cruzou a linha da criminalidade ao se apresentar embriagado e, num surto de audácia movido a álcool, ameaçar de morte um superior.
O Boletim de Ocorrência é um retrato do caos. O policial, que deveria estar a postos para proteger a população de Guaratuba, foi encontrado em um posto de combustíveis com odor etílico e fala arrastada. A recusa ao bafômetro, nestas circunstâncias, é apenas um detalhe diante da gravidade do comportamento agressivo relatado.
A Hierarquia sob Ataque
O ponto mais ácido desta ocorrência não é apenas o consumo de álcool em serviço — o que já configura crime militar pelo Art. 202 do CPM — mas o desprezo absoluto pela autoridade. Ameaçar um Aspirante a Oficial de morte e proferir ofensas verbais dentro de uma unidade do 9º BPM não é apenas um “deslize”, é um ataque frontal aos pilares que sustentam a Polícia Militar: a hierarquia e a disciplina.
Quando um cabo se sente no direito de intimidar um superior sob efeito de substâncias, ele não está apenas cometendo uma infração administrativa; ele está dizendo à sociedade que a estrutura de comando é frágil e que a arma na sua cintura pode, a qualquer momento, ser voltada contra a própria instituição.
Além da Farda: A Saúde Mental ou Impunidade?
Sempre que casos assim surgem, questiona-se: onde estão os filtros e o acompanhamento psicológico desses agentes? Por outro lado, a mão da lei militar precisa ser pesada. A detenção foi imediata, a arma foi recolhida e as medidas administrativas estão em curso. Mas o portal Canal Língua Solta questiona: Até quando o cidadão, que paga o salário de quem deveria garantir a ordem, terá que se deparar com quem deveria dar o exemplo sendo o protagonista da desordem?
O episódio em Guaratuba não é um fato isolado que morre no B.O.; é um sintoma que exige uma resposta enérgica do Comando Geral. A farda não pode servir de escudo para o mau comportamento, e a embriaguez em serviço é o primeiro passo para tragédias muito maiores que, por sorte ou intervenção rápida, foram evitadas desta vez.
O espaço está aberto para que a defesa do envolvido se manifeste, mas os fatos narrados até aqui são um balde de água fria na imagem da segurança pública do nosso estado e uma mancha no currículo de nossa brava Policia Militar.
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