
APRENDIZES DE MARGINAIS VANDALIZAM PRAÇA SENSORIAL Por Mayka Wogue / localhost/blog_default/wordpress/ A depredação da recém-inaugurada Praça Sensorial em Castro não é apenas um ato isolado de “indisciplina juvenil”, e tratar o caso com eufemismos é o primeiro passo para a conivência. O que vimos na última semana foi um ataque deliberado ao patrimônio público, à inclusão e à própria comunidade. É preciso dar o nome correto aos bois: não estamos lidando com simples “adolescentes travessos”, mas sim com aprendizes de marginais que precisam sentir o peso da lei e da responsabilidade.
A Praça Sensorial nasceu com um propósito nobre: ser um espaço inclusivo, adaptado para o desenvolvimento de crianças e pessoas com deficiência, projetado para estimular os sentidos e promover o lazer de quem mais precisa. Destruir um local com tamanha carga social e pedagógica não é uma “brincadeira que passou dos limites”; é um ato de pura maldade, egoísmo e falta de civilidade.

A Conta Não Pode Ser do Cidadão
O discurso complacente de que “são apenas jovens que precisam de orientação” já não cabe mais em uma sociedade exausta de pagar a conta da criminalidade alheia. Como bem pontuou a secretária municipal da Mulher e Inclusão, Bianca Rodrigues Mariano, o dinheiro que será usado para consertar o que foi destruído sairá do bolso do contribuinte — recursos que deveriam ser investidos em saúde, educação e novas melhorias. Como jornalista e cidadã que paga impostos, sou extremamente contra, os custos deveriam ser custeados pelos pais dos vândalos, sairá mais barato pagarem os estragos hoje e educarem, coisa que já não fizeram, que amanhã estarem em frente a um presidio levando sacola de alimento, e esse será o futúro.
O vandalismo é um roubo disfarçado: quando um patrimônio público é destruído, o cidadão de bem é assaltado no seu direito ao lazer e na sua segurança financeira.
É urgente que o levantamento dos danos seja concluído e que os responsáveis legais por esses menores sejam acionados judicialmente para ressarcir cada centavo do prejuízo. A punição financeira aos pais é o primeiro passo para que a educação que faltou em casa seja cobrada no bolso.
Respeito se Aprende em casa e com Consequências
Embora as palestras educativas realizadas pela Patrulha Escolar e pela Secretaria da Mulher sejam louváveis e necessárias para a formação de cidadãos, elas não podem anular a punição rigorosa. A impunidade é o maior combustível para a criminalidade. Se estes jovens saírem desse episódio apenas com uma “conversa de pé de ouvido”, a mensagem enviada a eles e a toda a sociedade será catastrófica.
Identificação e Registro: Os envolvidos foram flagrados por moradores e câmeras. Não há dúvidas sobre a autoria.
Medidas Judiciais Já: O caso deve ser tratado com o rigor do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no que tange aos atos infracionais.
Monitoramento: O reforço anunciado da Guarda Patrimonial é bem-vindo, mas o verdadeiro escudo contra o vandalismo é o medo da punição exemplar.
A população de Castro aprovou e abraçou a Praça Sensorial. Agora, a mesma população exige justiça. Que este episódio sirva de linha divisória: ou toleramos a barbárie fantasiada de “juventude”, ou exigimos a severidade necessária para proteger o que é de todos. Quem destrói o bem comum não merece a nossa condescendência, merece o rigor da lei.


