
Por Mayka Wogue / localhost/blog_default/wordpress/ Se você acha que o teatro precisa de grandes palcos, cortinas de veludo e centenas de poltronas para causar impacto, o Coletivo Cacareco está rodando o Sul do país para provar o exato oposto. Nesta quarta-feira (08), a cidade de Castro, no Paraná, abre as portas para o projeto itinerante “Patrimônios em Miniatura e Motirõ”, uma iniciativa que transforma pequenas caixas de madeira em portais para um universo sensível, íntimo e cheio de poesia.
A parada em Castro acontece no SSVP (Serviço de Acolhimento Institucional para Idosos São Vicente de Paulo), com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura. Por lá, o público terá a chance de espiar — literalmente — o espetáculo “Patrimônios em Miniatura”.


Mas afinal, o que é o Teatro Lambe-Lambe?
Para quem não liga o nome à pessoa (ou à caixa), o teatro lambe-lambe é uma das linguagens mais fascinantes e democráticas das artes cênicas. Inspirada nos antigos fotógrafos de praça do início do século XX, a apresentação acontece dentro de uma estrutura reduzida (geralmente uma caixa), onde bonecos, objetos e cenários minúsculos ganham vida.
O grande charme da experiência é a exclusividade: um espectador por vez espia por um buraquinho na caixa, coloca fones de ouvido e mergulha em uma história curta, feita sob medida para ele. É um momento de conexão direta, olho no olho (ou olho na miniatura), entre a obra e quem assiste.
Conexão, Memória e Inclusão de Verdade
A diretora do projeto, Bya Paixão, explica que a circulação do espetáculo é uma forma de romper barreiras geográficas e emocionais. “O teatro lambe-lambe cria uma relação muito próxima com cada pessoa que assiste, e isso torna cada apresentação uma experiência única”, destaca.
Para Renan Sota, que também assina a direção, o projeto se alimenta da troca com cada comunidade. “Esse projeto nasce do desejo de fazer a arte circular, de chegar a diferentes cidades e criar pequenas experiências de encantamento para o público”, afirma. (CONTINUA APÓS ANÚNCIO)

E quando o assunto é o acesso à arte, a equipe não brinca em serviço. Todas as apresentações contam com um aparato robusto de acessibilidade:
Audiodescrição para pessoas com deficiência visual.
Acessibilidade motora para garantir que todos cheguem pertinho das caixas.
Atendimento especializado voltado para pessoas neurodivergentes.
O Roteiro do Encantamento
Castro é apenas um dos pontos de uma jornada intensa que vai cruzar o Paraná e Santa Catarina entre os meses de julho e agosto. Se você não está em Castro, fique de olho, porque a caravana da miniatura ainda vai passar por muitas regiões:

O projeto “Patrimônios em Miniatura e Motirõ” é uma realização do Coletivo Cacareco, aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná e viabilizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), via Ministério da Cultura e Governo Federal.
Uma prova viva de que as maiores emoções da arte, às vezes, cabem na palma da mão.


