​UTI do Hospital Anna Fiorillo conclui reformas, mas bastidores revelam omissão de responsabilidades contratuais

Publicado em Por Mayka
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Enquanto prefeitura assume encargos para não deixar a população desassistida, opositores omitem que a obrigação de melhorias era do Instituto Moriah e agora tentam minimizar a ação do Executivo. Por Mayka Wogue / canallinguasolta.com
​A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anna Fiorillo Menarim, em Castro, concluiu a bateria de adequações estruturais e técnicas exigidas pelas autoridades sanitárias e aguarda vistoria final para reabrir os atendimentos. Por trás da celebração da reforma, contudo, esconde-se uma narrativa convenientemente construída nos bastidores da política local.
​As intervenções no espaço englobaram revitalização física, pintura, readequação técnica dos leitos e a aquisição de novos equipamentos médicos, além do reforço na contratação de profissionais especializados. A expectativa do prefeito Reinaldo Cardoso e das lideranças do município é que a liberação ocorra logo após a fiscalização das Vigilâncias Sanitárias Municipal e Estadual.
​A Omissão sobre a Responsabilidade Contratual
​O diretor do Instituto Moriah, Édson Bispo, destacou a união entre as partes e enfatizou que os equipamentos adquiridos através do aporte de R$ 2 milhões vindo do Governo do Estado permanecerão como patrimônio do hospital e da população.
​O que Bispo “esqueceu” de mencionar expressamente em sua fala, no entanto, é o que está claramente descrito no contrato de gestão: as reformas e melhorias no espaço físico são de estrita responsabilidade do próprio Instituto Moriah, e não da Prefeitura Municipal.
​Durante o período em que a UTI permaneceu interditada cautelarmente pela Vigilância Sanitária para o cumprimento das exigências, grupos de oposição usaram o episódio para cobrar o Poder Executivo agressivamente. O que esses grupos omitiram deliberadamente da população foi o fato de que o município estava assumindo a frente das negociações, articulações e recursos para que o serviço não fosse extinto — cobrindo uma obrigação que cabia originalmente à instituição administradora privada. (CONTINUA APÓS PUBLICIDADE)

Da Cobrança Ruidosa à Minimização do Esforço
​Mesmo diante do cenário em que a Prefeitura de Castro precisou intervir direto na resolução do problema para impedir a descontinuidade do atendimento médico aos munícipes, a postura desses grupos políticos apenas mudou de forma.
​Agora que a estrutura está completamente revitalizada, modernizada e pronta para ser reaberta com padrão técnico renovado, os mesmos opositores que antes cobravam soluções tentam minimizar a ação do município. Tratam o empenho e o aporte do Executivo como algo irrelevante ou “mera obrigação”, apagando o fato de que o município agiu por responsabilidade pública com a saúde da população em um problema cuja execução cabia ao Instituto.
​Fiscalização Mantida
​Como adiantou a gestão municipal, a relação com a organização gestora continuará pautada em parceria, mas sem abrir mão da cobrança rigorosa. A Secretaria Municipal de Saúde manterá o papel fiscalizador para garantir que as exigências sanitárias permaneçam sendo cumpridas à risca.
​O Canal Língua Solta segue acompanhando os bastidores da gestão e da política local. Afinal, a população castrense merece uma saúde pública de qualidade — e total transparência sobre os papéis e obrigações de cada envolvido no uso do dinheiro público.