
O que parecia ser apenas um trágico acidente de trânsito na zona rural de Ponta Grossa ganhou contornos de um crime violento e intrigante. Por Mayka Wogue / canallinguasolta.com
Ponta Grossa – PR
A localização de um veículo Renault Logan, de cor prata, parcialmente submerso nas águas do Rio Tibagi, na região da Estrada do Kalinoski, desencadeou uma complexa investigação que culminou no achado de um cadáver com sinais claros de execução.
A vítima foi identificada preliminarmente por familiares como o construtor Vilson Roberto Delay. Ele estava desaparecido desde a noite anterior ao início das buscas pelas forças de segurança.
O Cenário do Crime: Sangue e Cápsulas deflagradas
O caso começou a vir à tona quando um morador da localidade rural avistou o automóvel prata no leito do rio e acionou a Polícia Militar. Ao chegarem ao local para isolar a área, os policiais e peritos da Polícia Científica depararam-se com vestígios que afastaram imediatamente a hipótese de um simples despiste:
Marcas de violência: Havia uma mancha de sangue na grama, bem próxima à margem onde o veículo foi jogado.
Munição: A perícia recolheu no local duas cápsulas deflagradas de pistola calibre .380, indicando que disparos foram efetuados naquele exato ponto.
Desespero Familiar e o Resgate no Rio
Diante da falta de respostas imediatas, a própria família do construtor decidiu iniciar buscas paralelas ao longo das margens do Rio Tibagi. Foi a própria esposa da vítima quem, tomada pelo desespero, deslocou-se até a Estrada do Kalinoski na esperança de encontrar pistas.
O corpo de Vilson foi localizado por populares boiando a cerca de 1,5 quilômetro de distância do local onde o Logan estava afundado, sendo arrastado pela forte correnteza. Um detalhe crucial chamou a atenção das autoridades: o cadáver estava com as mãos amarradas para trás.
O Corpo de Bombeiros (Siate) precisou realizar uma complexa operação de resgate aquático. Foram necessárias cerca de cinco horas de trabalho intenso dos socorristas devido às condições do rio para que o corpo pudesse ser finalmente retirado da água e entregue ao Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Grossa.
Polícia Civil Investigará a Dinâmica da Execução
A Polícia Civil e a perícia criminalística agora trabalham em conjunto para responder às principais perguntas que cercam o caso:
Qual foi a motivação por trás do assassinato do construtor?
A execução ocorreu à beira do rio ou o corpo foi apenas desovado na região do Kalinoski?
Quem seriam os responsáveis pela ação criminosa?
O veículo foi removido do leito do rio e passará por uma varredura interna minuciosa em busca de impressões digitais ou outros elementos que ajudem a traçar a linha do tempo do crime.
O Canal Língua Solta segue acompanhando o desdobramento do caso e trará atualizações assim que novas notas oficiais forem emitidas pelas autoridades policiais de Ponta Grossa.
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