
Até quando o silêncio será o cúmplice oficial do genocídio religioso no Brasil? Na última segunda-feira, 13 de abril, o solo sagrado do terreiro Passagem de Exu, em Vitória da Conquista, não foi banhado apenas por oferendas, mas pelo sangue de Josiel Oliveira Bomfim. Aos 29 anos, um pai, um marido e um líder espiritual foi executado com requintes de crueldade diante de seus filhos de santo.
Este não é “apenas” mais um latrocínio. É um atentado terrorista contra a liberdade de crença. Quando criminosos invadem um templo, amarram fiéis e desferem golpes de faca em um sacerdote, eles não estão apenas roubando celulares; eles estão tentando degolar uma ancestralidade. O ALVO TEM COR E TEM AXÉ
Os números gritam o que as autoridades tentam abafar. Dados recentes apontam que a intolerância religiosa no Brasil saltou 14,4% em apenas um ano. Vivemos um estado de sítio espiritual onde os alvos são cirurgicamente selecionados: 90% das vítimas de ataques a templos pertencem às religiões de matriz africana. O que aconteceu em Vitória da Conquista é o ápice de um projeto de ódio que se alimenta da marginalização social. Josiel, um ex-pastor que encontrou no Candomblé sua verdadeira missão, personificava a ponte entre mundos que o fundamentalismo quer destruir. Sua morte é a prova de que, para os intolerantes, não basta a conversão; é preciso a aniquilação física do “diferente”. CRIME PLANEJADO, JUSTIÇA CEGA?
A frieza dos assassinos é de arrepiar a espinha. Levaram as câmeras de segurança. Amarraram as testemunhas. Sabiam exatamente o que faziam. UM ALERTA À NAÇÃO
Este texto não é apenas uma notícia; é uma convocação. Se você se cala diante do sangue de Josiel, você está segurando a faca dos assassinos. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) já classificou o caso como uma possível expressão de ódio religioso. Não podemos aceitar menos que uma investigação rigorosa e punições exemplares. O Brasil que se diz “abençoado por Deus” está matando quem cultua os Orixás. FEDERAÇÃO AFRO BRASIL
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