​”Trancar não é tratar”: 8ª Caminhada do Orgulho Louco mobiliza Castro por humanização na Saúde Mental

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Por Mayka Wogue / Canal Língua Solta / Imagens Carlos Solek A manhã desta quinta-feira (28) transformou o centro de Castro em um palco de reflexão, afeto e, acima de tudo, luta por direitos. A 8ª Caminhada do Orgulho Louco, organizada pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), levou cerca de 250 pessoas às ruas em um ato público que celebra o mês da Luta Antimanicomial, lembrado nacionalmente em maio.
​Com o lema “Trancar não é tratar”, o evento utilizou a arte, a música e a ocupação do espaço urbano para mandar um recado claro: a saúde mental de qualidade se constrói com integração, e não com o isolamento.

Vozes da Mudança: Inclusão e Dignidade
​Para quem vivencia o dia a dia do atendimento, a caminhada representa um passo crucial para romper barreiras invisíveis, mas dolorosas, criadas pelo estigma social.
​”Essa caminhada visa toda a quebra de preconceito, para que nossos usuários sejam vistos e estejam integrados à sociedade. É uma forma de lutar contra todo tratamento que os exclua da liberdade”, destaca Mery Chacon, professora de oficina terapêutica do CAPS e uma das organizadoras do evento.
​O poder público também reforçou a necessidade de manter o foco em políticas públicas que priorizem o acolhimento humanizado em detrimento do antigo modelo asilar. O secretário de Saúde, Matilvani Moreira, pontuou o compromisso do município com a causa:
“Queremos construir uma política pública de saúde mental baseada na humanização e essa caminhada se caracteriza pelo respeito aos direitos das pessoas em sofrimento mental.”

O que está em jogo na Luta Antimanicomial?
​Mais do que um evento anual, a Luta Antimanicomial é um movimento histórico que defende a progressiva extinção dos hospitais psiquiátricos tradicionais — conhecidos pelo isolamento severo e, muitas vezes, por violações de direitos humanos.
​A proposta, sustentada por profissionais da área e pela Reforma Psiquiátrica brasileira, defende que o cuidado deve ocorrer no território, garantindo que o paciente tenha acesso a:
​Convivência comunitária e familiar;
​Acesso pleno à saúde, cultura e lazer;
​Oportunidades de trabalho, autonomia e afeto.

​A 8ª edição da caminhada em Castro consolida o município na rota das cidades que escolhem tratar o sofrimento mental com respeito, humanidade e, fundamentalmente, em liberdade.
​Fique por dentro das principais ações e debates que movem a nossa comunidade. Continue acompanhando o Canal Língua Solta.

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