Manhã no Sítio Acácias

Publicado em Por Mayka
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Por Mayka Wogue / canallinguasolta.com A manhã deste sábado teve um sabor especial. Na companhia de Djalma Coelho Neto, estivemos no Sítio Acácias — um pedaço do paraíso na terra, um cantinho retirado de um bom filme — onde visitamos um casal de amigos que admiro muito: Izidro e Ana Guedes.
​Foram momentos maravilhosos de boa conversa, recheada de boas lembranças, nostalgia, conhecimento e profunda amizade. Sermos recebidos por Guedes e Dona Ana é mais que um prazer, é uma honra e um privilégio. Dona Ana, com sua doçura ímpar de mãe e esposa, transforma qualquer visita em um abraço acolhedor na alma, além de encantar a todos com seu talento artístico único. Um momento que ficará registrado para sempre no livro da vida, na página das boas recordações.
​Não há como descrever a satisfação e a honra de ter a amizade de uma pessoa como Izidro Constantino Guedes. Quando o conheci, ele era vereador e eu, uma criança peralta. O tempo passou, fui ouvindo histórias e encontrando-o em eventos políticos, culturais e sociais.
​Guedes é uma metamorfose ambulante, sempre à frente do seu tempo: empreendedor, visionário, louco… por Castro. O cidadão mais castrense que já conheci; nem nossos “nativos” lutam e defendem nossa cidade como ele o faz. Um homem multifacetado: conheci o pai, o esposo, o político, o empresário, o aventureiro, o desbravador, mas, principalmente, o amigo.
​Guedes nunca se negou a uma boa conversa — ou melhor dizendo, “aula”. Não se tem uma conversa com ele sem aprender algo novo. E como aprendi! Fonte Santa Terezinha, portas de Brasília, Mirian Novaes, Bento Mossurunga, Nhá Romãna, feijão tropeiro, as expressões de arte de Dona Ana… assuntos dos mais variados possíveis.
​O que posso dizer, meu querido amigo Guedes, é muito obrigada por sua amizade, por seus ensinamentos e por me dar a honra de conviver com vocês em momentos tão especiais. Guedes, você é uma fonte inesgotável de inspiração. Você me deu forças para enfrentar o mundo e as mudanças. Lembro como se fosse hoje: eu tinha acabado de fazer a transição, nos encontramos na Feira da Lua, você me abraçou e disse: “Não vai ser fácil, vai levar pancada, vão te chamar de louca, mas chamaram São Francisco, Raul Seixas… a todos nós chamaram de loucos por sermos autênticos. Bem-vinda ao clube e não desista.”
​Outro momento marcante que você me proporcionou foi seu depoimento de quando gravamos o documentário Titia Zélia: A Eterna Rainha do Rádio.

Suas palavras sobre mim me marcaram profundamente. Gratidão, meu amigo!
​Não há como falar de Castro sem falar de Guedes, e não há maneira de manifestar toda a gratidão por ter a amizade de vocês.
​Obrigada, meu querido e louco amigo — louco por Castro!