
Por: Mayka Wogue ?Redatora Canal Língua Solta
O castelo de cartas desmoronou na fronteira, e o barulho foi ensurdecedor. O que aconteceu na tarde deste sábado, 2 de maio, na Ponte Internacional da Amizade, não foi apenas uma apreensão de rotina da Polícia Federal. Foi o desmascaramento de uma vida dupla que escarnece da cara do cidadão rondoniense.
David Machado de Alencar, Tenente-Coronel da Polícia Militar de Rondônia e Diretor Executivo do alto escalão do Governo do Estado, foi pego com a mão na botija — ou melhor, com a mão em centenas de ampolas de um mercado negro bilionário.
O “Mula” de Luxo e a Desfaçatez da Defesa
Imagine a cena: um oficial da PM, treinado para combater o crime, e um Diretor Executivo da SEPAT (Secretaria de Patrimônio e Regularização Fundiária) — homem de confiança que assina documentos oficiais e gere processos de terra — agindo como um sacoleiro de luxo.
O Coronel transportava nada menos que 300 ampolas de substâncias cobiçadas, como a Tirzepatida e a perigosa Retatrutida (que nem sequer saiu da fase de testes!). Valor da “comprinhas”? R$ 400 mil. E a desculpa? Ah, essa é de uma audácia que beira o ridículo: a defesa teve a coragem de dizer que a carga era para “uso próprio e familiar”. Quem eles pensam que enganam? Desde quando uma família consome quase meio milhão de reais em remédios experimentais sem registro na Anvisa? É um insulto à inteligência alheia!
Dois Cargos, Duas Máscaras, Nenhuma Vergonha
A incoerência é gritante e o Canal Língua Solta não vai se calar:
Na Polícia Militar: Ele jurou defender a lei. Recebe soldo para prender criminosos, mas acabou autuado no Artigo 273 do Código Penal, um crime gravíssimo contra a saúde pública, com penas que podem chegar a 15 anos de cadeia.
Na Gestão Pública: Como Diretor na SEPAT (e com passagens pela SEAS), ele lidava com o patrimônio do Estado. Alguém que deveria ter honestidade ilibada estava, na verdade, atravessando fronteiras com mercadoria ilegal.
E o ápice do absurdo: em abril de 2026, semanas antes de ser pego na fronteira, o Coronel foi indicado pela Assembleia Legislativa para receber o título de Cidadão Honorário de Rondônia. Quase foi homenageado como exemplo de virtude enquanto, nos bastidores, flertava com o crime organizado de medicamentos.
O Cheiro de Impunidade no Ar?
O oficial pagou R$ 30 mil de fiança e saiu pela porta da frente da delegacia na mesma noite. É o peso do cargo ou o peso do bolso? Enquanto o Diário Oficial (DIOF) ainda não estampa a palavra EXONERAÇÃO, o povo assiste atônito.
Este caso explode logo após a Operação Off-Label, mostrando que o buraco da venda ilegal de remédios em Rondônia é muito mais embaixo — e, pelo visto, tem gente de farda e terno ocupando as cadeiras principais desse esquema.
O recado do Canal Língua Solta é claro: O VEREDITO: A CANETA QUE FALTA E A HONRA QUE SE FOI
O caso do Tenente-Coronel David Machado de Alencar não é apenas um “incidente de percurso” na fronteira; é um diagnóstico da sensação de onipotência que corrói as instituições. Quando um servidor que custa R$ 40 mil mensais aos cofres públicos é pego transportando R$ 400 mil em mercadoria clandestina, o contrato de confiança com o povo de Rondônia não é apenas quebrado — ele é incinerado.
🚩 O Peso da Incoerência
Não há malabarismo retórico que sustente a permanência de Alencar em cargos de prestígio. A conta não fecha:
Crime Federal: A acusação sob o Artigo 273 (pena de 10 a 15 anos) é incompatível com o porte de uma farda de oficial superior.
Escárnio Financeiro: A fiança de R$ 30 mil — paga como quem compra um acessório — prova que o salário de elite serve, neste caso, para garantir uma liberdade que o cidadão comum não teria no mesmo cenário.
Vazio Administrativo: A demora na exoneração via Diário Oficial (DIOF) transparece uma hesitação política perigosa. O Governo do Estado deve decidir se está ao lado da legalidade ou do corporativismo.
📢 A Posição do Canal Língua Solta
Nosso veredito é seco e sem curvas: A farda não é passaporte para o crime, e o cargo comissionado não é esconderijo para contrabandista. Manter um réu por crime contra a saúde pública — transportando substâncias experimentais como a retatrutida — na Diretoria Executiva da SEPAT é um insulto a cada rondoniense que espera na fila do SUS ou que busca a regularização de suas terras com honestidade.
Exigimos:
Exoneração imediata de todos os cargos de confiança.
Rigor absoluto no Processo Administrativo Disciplinar (PAD) da Polícia Militar.
Transparência total sobre quem seriam os destinatários finais dessa carga de quase meio milhão de reais.
Veredito Final: Culpado perante a ética pública. A caneta da exoneração precisa pesar mais do que a caneta do contrabando. Rondônia não aceita o silêncio como resposta.
Onde está a Caneta da Exoneração?
O oficial pagou R$ 30 mil de fiança — valor que nem chega a um mês do seu salário de 40 mil — e saiu pela porta da frente da delegacia na mesma noite. Enquanto o Diário Oficial (DIOF) ainda não estampa a palavra EXONERAÇÃO, o Canal Língua Solta pergunta: como alguém preso em flagrante por crime federal pode continuar ocupando uma cadeira estratégica no Governo?
Rondônia exige respostas. A farda do Tenente-Coronel Alencar não pode ser usada como colete à prova de justiça e o dinheiro público não pode sustentar quem brinca de contrabandista nas horas vagas. Estamos de olho!
Não basta afastar. É preciso punir. A farda não pode servir de escudo para contrabandista, e o cargo público não pode ser balcão de negócios escusos. Rondônia e o país exigem respostas, e nós estaremos aqui, com a língua bem solta, cobrando cada uma delas.
#Justiça #Rondônia #EscândaloPM #CanalLínguaSolta #DavidMachadoDeAlencar #Corrupção
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