
Por Mayka Wogue / canallinguasolta.com CASTRO – A paciência dos moradores da Vila Rosário com o transporte coletivo municipal chegou ao limite. Usuários do serviço de ônibus entraram em contato com a redação do Canal Língua Solta para relatar uma situação que classificam como “preocupante e arbitrária” por parte da concessionária local. As denúncias apontam para cortes de horários sem aviso prévio, desvio de itinerários e até episódios de grosseria contra passageiros idosos.
De acordo com os relatos, a redução da frota e a alteração dos horários têm ocorrido de forma sistemática durante a semana, forçando os usuários a esperarem por horas nos pontos. O descaso atinge diretamente os direitos mais básicos da população, como a saúde: nesta semana, uma senhora perdeu uma consulta médica agendada há meses após esperar mais de duas horas pelo ônibus que deveria levá-la ao centro da cidade.
”Cortando caminho” e deixando passageiros para trás
Os moradores afirmam que os atrasos não são fruto de imprevistos no trânsito, mas sim de uma prática deliberada. Motoristas estariam determinando seus próprios horários e “cortando caminho”, deixando de passar por ruas que fazem parte do itinerário oficial e abandonando passageiros nos pontos.
A situação se agrava drasticamente no período noturno, onde os intervalos entre um ônibus e outro chegam a atingir a marca de 3 horas. Trabalhadores da região central e de empresas locais sofrem com a falta de segurança e o cansaço extremo. É o caso de uma funcionária do Rizolar que utiliza o ponto 3: após o término de sua jornada à noite, ela se vê obrigada a esperar até quase 17 horas para conseguir retornar para casa.
Além do impacto na rotina, os usuários relatam falta de empatia por parte dos funcionários da empresa. Recentemente, ao ser questionado por uma passageira idosa sobre o atraso excessivo, um cobrador teria respondido de forma grosseira, gerando revolta entre as testemunhas do episódio. (continua após anuncio)

O que diz a legislação?
O transporte público é um serviço essencial garantido pela Constituição Federal (Art. 6º) e regulamentado por contrato de concessão firmado com o município. A alteração unilateral de tabelas horárias e o abandono de rotas sem a prévia autorização do Poder Público configuram quebra contratual e desrespeito ao Código de Defesa do Consumidor.
A comunidade exige que a Prefeitura Municipal de Castro, o prefeito e a Diretoria de Transportes tomem providências imediatas para fiscalizar a linha da Vila Rosário, utilizando os dados de GPS dos veículos para comprovar as irregularidades apontadas.
💬 Espaço Aberto
O espaço permanece aberto para as devidas manifestações, que serão atualizadas nesta matéria assim que enviadas.
E você, morador da Vila Rosário ou de outro bairro de Castro, também tem enfrentado problemas com o transporte público? Deixe seu comentário abaixo ou envie sua denúncia para a nossa redação.
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